Embora reconhecendo a grande contribuição que a informática está dando para a humanidade, o autor atrai a atenção do público sobre aspectos patogénicos e letais de certas aplicações junto de diversas tecnologias.
Algumas
considerações sobre aspectos patológicos da nova cultura informacional.
Pierre: Neste início de terceiro
milénio, estamos sem dúvida entrando em uma nova fase cultural, a qual está
caracterizando uma nova cultura.
Leigo: Que cultura?
Pierre: A cultura informática. O
sucesso da informática assume um carácter global no sentido de beneficiar
bilhões de cidadãos deste mundo.
Leigo: Mas então porquê falar de
aspectos patogénicos da internet?
Pierre: Porque embora, o entusiasmo
reinante seja bastante generalizado, certos aspectos destrutivos estão
aparecendo, encobertos por essa euforia colectiva.
Leigo: Gostarias de me falar desses
aspectos que dizes ser destrutivos?
Pierre: Sim. Mas, antes, gostaria de
deixar bem claro que esta explanação tem apenas o carácter de uma nota prévia;
é a expressão de algumas reflexões mais ou menos profundas que, para o domínio
da ciência podem constituir um manancial de hipóteses a serem conformadas pelas
metodologias convenientes.
Leigo: Começado, então, podes
dizer-me o que é a normose.
Pierre: Bem, o termo normose, foi forjado por Jean Yves
Leloup na França e por Roberto Crema, no Brasil. Ela é o resultado de um
conjunto de crenças, opiniões, atitudes e comportamentos considerados normais
mas que apresentam consequências patológicas e/ou letais.
Leigo: Podes exemplificar?
Pierre:
Claro! Por exemplo, o uso de alimentos com açúcar, o uso de insecticidas, o
consumo de drogas como cigarro ou álcool, e o consumismo associado à destruição
do planeta.
Leigo: Então acreditas que a cultura
informática seja normótica?
Pierre: Sim, acredito.
Leigo: E como pensas prová-lo?
Pierre: Primeiro, preciso demonstrar
que há consenso quanto a normalidade do uso da informática na cultura e que há
consequências patológicas e/ou letais desse uso.
Quanto
ao consenso em torno da normalidade do uso da informática, trabalhos recentes
sobre a existência da informação como fenómeno cultural, parecem poder
prova-lo.Por exemplo, só o uso da internet acusa uma curva assimptótica de
crescimento, atingindo uma dezena de milhões de internautas.
Referência: WEILL, Pierre. A normose informacional. (2000). Brasília.
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